Já não
reconheço meu despertar, que sempre me levara a caminhar
Pelas mais
diversas ruas, porém tão solitário
Agora tão
dependente de companhia
Me levando
pelo universo das lembranças
Te sentindo
ao meu lado como nunca imaginei que num sonho estaria.
E no seu
encontro não reconheço meus movimentos
Que se
descontrolam e se atropelam a cada palavra não pronunciada
Pela falta
de espaço e toda a pressão intensamente colocada
E naquele
segundo em que tudo fica estático aguardando o recomeço
Me encontro
em seus olhos e meu olhar não mais reconheço
E para os
meu braços você vem sempre tão doce
Passo a
contemplar seu sereno semblante,
Em mim tudo
aquilo que não consigo traduzir
Embora o
desejo da expressão incessante
E no
extremo de uma proximidade mutua
Sua voz
cortando meus ouvidos novamente
Em resposta
as forças relutantes.
Torna se
claro a visão de que tudo é completo
Quando ao meu lado está e em minha memória quando distante

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