Me dei conta do quanto é bom ter lembranças, de como é bom
olhar pra trás e se alegrar, do que um dia te fez triste.
Quando fiz o blog, queria que fosse algo que eu pudesse
olhar daqui uns anos, pra lembrar dos detalhes, dos sentimentos, do que vivi,
do que pensava, enfim pra me lembrar,ele é exatamente um presente para quem vou ser no futuro,para o meu "EU DO FUTURO". Costumo pelo menos uma vez por ano, reler
meus posts passados, e me lembrei do propósito da criação do blog, não fiz pra
que alguém admirasse meus textos, ou comentasse sobre eles, até porque a
princípio apesar de esta em uma rede social, tinha pra mim como algo íntimo,
como se fosse um diário, sempre gostei da idéia de ter um diário, aliás tenho
muitos, amei meus primeiros posts, os
erros de português, de concordância, o atropelar das palavras, a singularidade
do texto, amo recordações, não... não!!! Não importam quais, das mais variadas,
de infância, daquela surra que levei da minha vó depois de ter colocado arroz
cru no meio do arroz cozido, ou daquele tombo de patins que levei, porque
estava tentando me exibir pra uma amiga nova que acabará de chegar de Minas
Gerais, as recordações de adolescência, do quanto me orgulhava quando a
professora dizia que meu futuro era brilhante, o primeiro beijo, as conversas
no meio fio da calçada as 23:35 de um sábado a noite, as paranoias de adolescente de que ninguém
gosta de mim, de que minha mãe deveria me dar mais atenção (essas nem foram só
de adolescência) as viagens para os campeonatos de voleibol, a euforia por
músicas do Legião Urbana, ou a banalidade do artista da moda, as descidas da
montanha russa ,também tem as
recordações do de ontem, do 1° dia de aula na faculdade, o 1° emprego, a
opinião estudada sobre uma reunião de negócios, a compra de um bem importante,
a tão sonhada viagem com as amigas, as prioridades contrárias aos seus 15 anos,coisas
que gritam de longe : -Eiiiiiiiiii, você já esta bem grandinha, virou adulta! me assustei quando ouvi, confesso que ainda me assusto , mas
o
que importa é ter recordações, amo escrever, escrever sobre o que tenho guardado na memória então....nuuuu.... meus textos nunca seguiram uma regra estilística, ou coisa
parecida, eles são o que são, VIVOS ....hum....é gosto disso!são VIVOS.
Eles, falam de mim,
das minhas experiências, frustrações, dos meus sonhos, paixões, romances( aliás,sobre isso,existe textos específicos sobre o assunto,apagar? não, claro que não! faz parte das lembranças, isso é legal!) falam de vida, da minha vida. Ao ler meus textos antigos, me dei conta
de que ,já faz alguns anos, que criei o blog, e ontem tive uma sensação de êxtase,
do quanto eu vivi, do quanto minha vida até agora foi feliz, me orgulho de quem
me tornei até aqui, e me alegro em ver o quanto falta pra me tornar melhor, ao longo destes anos,
algumas fases da minha vida foi descrita nos textos publicados, outras apenas
na minha memória, na criação do blog, assumi o compromisso que todos os textos seriam imutáveis, não seria corrigido os textos, nem redigitada a opinião da época, nem mesmo se tonariam mutáveis o que teria muitos motivos para esquecer.São minhas memórias, aquilo que era,que passou ou que permaneceu.
Os textos, traduzem quem sou, meu humor, o que me motiva, em
que fase estou, o que era, o que fui, o que estou querendo ser, e é lindo ver o
quanto me tornei diferente de tudo aquilo que planejei. Nos últimos” tempos”,
me joguei como uma criança que espera ser agarrada pelo pai, quando estiver
muito próxima do chão, pra que possa aproveitar cada milésimo de segundo da
queda livre, e eu até cheguei pensar um dia, que não iria dar tempo de me
agarrar, de me salvar do grande tombo, e quando já estava pronta pra cair, senti o aperto dos braços Dele, me
agarrando, me jogando novamente para o ar, só pra que eu gargalhasse, foi bom,
foi muito bom, tem sido bom.
O plano era esse, que o blog servisse pra me lembrar dos
passos dado na vida, das escolhas feitas, umas certas outras nem tanto, mas principalmente
me lembrar do grande poder que tenho nas mãos, o poder de escolher, e gosto de
escolher lembrar, não é ruim lembrar do ruim, ruim é viver das lembranças do
ruim, por que eu perdi tanto tempo brigando com
minha mãe? Não consigo lembrar, mas consigo viver lembrando do
quanto fui feliz no dia em que nos
abraçamos de verdade pela primeira vez,
foi difícil pra mim lembrar que fui infiel com o Senhor, quando já
parecia conhecer a sua verdade, quando eu podia escolher fazer o certo, quando
dependia só de mim escolher , não consigo lembrar, mas amo lembrar do quanto
Ele me amou, e o seu amor me constrangeu, me fazendo começar tudo de novo, amo
lembrar do tempo que temos juntos, 11 anos de conversão? Não! 7 meses de quedas livre, com Ele me agarrando em todas elas,foi necessário que eu chegasse muito próxima do chão, que sentisse o medo de cair,pra que tudo se tornasse claro,pra que fossem lembranças boas, achei que aquele NÃO! fosse realmente o fim, como eu não percebi antes? não lembro,só consigo lembrar de quando percebi, que era só o início. Amo
lembrar, lembrei que sou cuidada, que sempre fui, quando reli meus antigos
posts.

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